MPF pede segurança de vida para líder comunitário

18.07.2007

Por: Wellington Farias

O procurador da República Werton Magalhães formalizou na tarde desta terça-feira (17), um pedido à Polícia Federal e à Polícia Militar para que dêem proteção policial ao presidente da Associação dos Moradores de Forte Velho (zona rural de Santa Rita), Luiz Carlos de Almeida Gonzaga.

Receoso de que está com a vida ameaçada, Luiz Carlos compareceu à Procuradoria da República para pedir segurança ao Ministério Público Federal. Desde a última quinta-feira, ele está em João Pessoa sob o amparo de amigos e entidades, em face de ameaças que vem sofrendo.

Segundo Luiz Carlos (foto), as ameaças se efetivaram exatamente após a interdição dos viveiros mantidos pela empresa PRJC Camarões, de propriedade de Paulo Roberto Jacques Coutinho.

O presidente da Associação é autor de reclamação encaminhada à Procuradoria Geral da República, em João Pessoa, datada de 2003, contra a Fazenda Atalaia, alegando que o empreendimento estava causando forte impacto ambiental na região. A iniciativa gerou a ação que resultou na interdição dos viveiros de camarão.

Segundo Luiz Carlos, na quinta-feira, dia em que os viveiros começaram a ser desativados por determinação do Ministério Público Federal e do Ibama, homens encapuzados e a bordo de um carro sem placa e com vidros protegidos por películas escuras circularam na comunidade perguntando onde ele morava. Não sabia quantos eram nem pôde identificá-los.

Nas declarações que prestou ao Ministério Público Federal, Luiz Carlos também disse que tem “receio de represálias por parte dos donos da Fazenda Atalaia, haja vistas antecedentes históricos de violência associados à família dos proprietários”. Acrescentou que, por conta das ameaças, está impedido de exercer suas atividades.

Ele revelou ao Ministério Público que mora com a mãe e teme pela integridade física, não só dele, como de toda a família. Na audiência com o Ministério Público Federal Luiz foi acompanhado por representantes da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), da ONG Amazona, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, da Fundação Margarida Maria Alves e da Associação de Moradores de Forte Velho.