Juristas Populares participam de oficina de Wendo

20.08.2008

Ampliar a auto estima e garantir às Juristas Populares acesso a uma técnica de autodefesa criada especialmente para as mulheres. Este é o objetivo da oficina de Wendo, que será oferecida às mulheres que passaram ou estão passando pelo Curso de Formação de Juristas Populares. A atividade será realizada no próximo sábado, dia 23, das 9h às 17h, no Ginásio do Sindicato dos Comerciários, ao lado do Terceirão, na Avenida General Osório, 199, Centro de João Pessoa.

Para participar, as interessadas devem ligar para a Fundação Margarida Maria Alves, no telefone 3221-3014, até sexta-feira, 22, das 12h às 18h, para fazer as inscrições, já que a turma é limitada a apenas 25 participantes. A oficina é uma promoção da Fundação através do Curso e da Rede de Juristas Populares.

Violência doméstica – O wendo surgiu na década de 1960, no Canadá, através de uma família que conhecia muitas artes marciais e que acompanhou uma vizinha ser violentada em casa. A partir desta experiência, eles tiveram a idéia de desenvolver técnicas específicas e simples de combate a esse tipo de agressão contra as mulheres. Foram grupos de mulheres lésbicas do Canadá que mais multiplicaram e desenvolveram essa técnica e começaram a formar os primeiros grupos, que já se encontram em quase todo o globo.

De acordo com Lidijandia Cassimiro Santos, membro do grupo que promove oficinas de wendo na Paraíba, “a técnica é exclusiva para as mulheres para que os homens não desenvolvam dentro de suas lutas mecanismos que venham a tornar a técnica ineficaz”. A justificativa apresentada é que historicamente, as mulheres são vítimas de diversas violências no seio do próprio lar e também no meio público, mas, em geral, não são estimuladas a reagirem às agressões.

Vantagens – Estar preparada física e psicologicamente para evitar situações de risco ou para revidar, caso uma violência aconteça, é uma das vantagens apresentadas pelo wendo. “Apenas isso já traz uma grande auto-estima para a mulher”, acredita Lidijândia. Além disso, o modo de organização autogestiva do wendo suscita sentimentos de solidariedade e responsabilidade na luta contra a violência contra a mulher. “A mulher toma consciência do seu agir no mundo e da complexidade do desafio de viver feliz num mundo machista”, destaca.

Só mulheres podem participar das oficinas e mesmo as grávidas ou com problemas ósseos estão liberadas, restringindo apenas alguns exercícios que exigem mais esforço. Para participar, é importante apenas que as inscritas usem roupas leves, excluindo saias ou vestidos, e o treino é realizado com pés descalços.