Rede de Juristas Populares e Associação de Moradores de Forte Velho debatem e reivindicam melhorias para comunidades ribeirinhas de Santa Rita

12.04.2010

A população de Forte Velho, Várzea Nova, Dom José Maria Pires (Tambauzinho) e Ribeira pôde reivindicar, pessoalmente, melhorias para suas comunidades aos políticos de Santa Rita. A 5ª. Sessão Itinerante da Câmara Municipal de Santa Rita foi puxada pela Rede de Juristas Populares e pela Associação de Moradores de Forte Velho, como uma tentativa de conscientizar os políticos dos problemas que essas comunidades vem enfrentando.

A Audiência Pública aconteceu na última quinta-feira, dia 8 de abril, na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Forte Velho, a partir das 10h, e contou com a presença dos vereadores Juvenal Costa (PTB) e Ednaldo Pereira (PR), presidente da Câmara, e do Secretário de Cultura de Santa Rita, Severino Leôncio Sobrinho, o Biló, que também representou o prefeito Marcos Odilon. A mesa também foi composta por seis Juristas Populares: Jozemir Eduardo da Silva, Luiz Carlos de Almeida Gonzaga, Pedro Paulo Firmino de Souza, Daiana Valério de Oliveira, Valdemir dos Santos Brito e Maria do Carmo Vitorino dos Santos. Os 64 participantes apontaram para diversos problemas, principalmente nas questões de saúde, transporte e lazer.

As queixas mais pertinentes na questão da saúde foram relacionadas à Unidade do Programa de Saúde da Família (PSF) da região, onde o médico responsável tem de se dividir entre Forte Velho e Ribeira e trabalha apenas dois dias na semana, além de não haver material disponível para a realização dos atendimentos. Outro ponto bastante comentado foi a falta de uma ambulância exclusiva para o local, pois o único veículo disponível para emergências é o carro de um morador que foi agregado pela Prefeitura. O lixo é outro problema: todos reclamaram do serviço de recolhimento, que não tem data nem horários fixos para acontecer, o que acaba aumentando a poluição do lugar. A água consumida pelos moradores também precisa de atenção: como a maioria das casas utiliza poços cartesianos, é necessária uma análise que possa garantir sua qualidade para consumo.

Já com o transporte, as reclamações foram direcionadas para o alto valor cobrado pelo responsável pelas barcas – a passagem custa R$3,00 – e para o horário de funcionamento – a travessia ocorre apenas de duas em duas horas para Forte Velho, enquanto que para Costinha, comunidade bem próxima, existem barcas disponíveis de meia em meia hora e a passagem custa R$ 1,50. O acesso pelas estradas também está bastante prejudicado: buracos e falta de estrutura dificultam o transporte dos moradores.

Também não existem opções de lazer para os moradores de Forte Velho. Até a turma do futebol encontra problemas para jogar, utilizando um terreno emprestado para suas partidas; não existe uma Área de Lazer para toda a comunidade, que também não tem Posto Policial. As necessidades de Forte Velho e das comunidades ribeirinhas são tantas que a maioria dos moradores participou, falando sobre todos esses problemas. Após essas reivindicações, os vereadores e secretários responderam aos questionamentos mais pertinentes e prometeram encaminhar todas essas solicitações para as secretarias de direito.

A Câmara Itinerante é um projeto da atual presidência da Câmara de Vereadores de Santa Rita e é uma forma eficaz de aproximar o povo do poder legislativo, que passa a conhecer mais a fundo os problemas enfrentados por seus eleitores.