28 anos depois, a luta continua: assassinato de Margarida permanece impune

12.08.2011

Margarida em sua fotografia mais conhecida

No dia 12 de agosto de 1983, uma das mulheres mais corajosas da história brasileira foi assassinada brutalmente, na porta de sua casa, na frente de seu marido e filho, por um matador de aluguel. Margarida era presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande e lutava contra os diversos abusos sofridos pela classe, reivindicando direitos básicos como 13° salário, jornada de trabalho de 8 horas e férias. Naquela época, todos esses

direitos eram impensáveis para os (as) trabalhadores (as) rurais.

Intimidados pelo trabalho de conscientização liderado por Margarida, o proprietário da Usina Tanques e seu genro, Zito Buarque, participantes do “Grupo da Várzea”, são os principais acusados do crime, que permanece impune. Apesar de Zito Buarque ter sido julgado e inocentado em junho de 2001, 18 anos após o crime, o sentimento de impunidade permance.

No entanto, a memória de Margarida permanece nos movimentos sociais e

nas ações de entidades que defendem os Direitos Humanos, como a própria Fundação Margarida Maria Alves. Nossa homenagem à Margarida acontece de forma mais concreta: a formação de 26 novos (as) Juristas Populares, pessoas comprometidas, como ela, a ajudar o próximo e a melhorar as condições de vida de suas comunidades através da educação e do acesso à justiça.

A formatura acontecerá no próximo sábado (20), à partir das 19h, na Quadra de Esportes da Caixa Beneficente da Polícia Militar da Paraíba, na rua Rodrigues Chaves, n° 324, no Centro de João Pessoa.