Juristas e Cefet promovem prevenção às drogas em Forte Velho

30.10.2007

Por: Assessoria de Comunicação do Cefet

A Rede Viva do Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba (Cefet-PB), a Fundação de Defesa dos Direitos Humanos Margarida Maria Alves e a Associação de Moradores da comunidade Forte Velho, no município de Santa Rita, realizaram uma parceria para promover um curso de capacitação na área de prevenção ao uso de drogas e qualidade de vida para pais e educadores. A parceria foi articulada pela Diretora de Planejamento do Cefet-PB, professora Claudiana Leal.

A comunidade de Forte Velho tem uma população de cerca de duas mil pessoas, na sua maioria agricultores, pescadores e pequenos comerciantes. Apesar do estilo de vida bastante simples baseado em atividades agrícolas e extrativistas, os pais e educadores estão preocupados com o uso de drogas por crianças, adolescentes e jovens, principalmente do crack, maconha e álcool. Apesar de um certo isolamento, pois para se chegar a Forte Velho o acesso por terra é quase intransitável, restando a via marítima com embarque em Cabedelo, “as drogas estão invadindo a comunidade”, segundo o presidente da Associação de Moradores, o pescador Josemir.

Os coordenadores da Rede Viva, professora Vânia Medeiros e o servidor Crisvalter Medeiros, já realizaram uma primeira reunião com os moradores da comunidade para uma sensibilização sobre a capacitação que deverá acontecer no mês de novembro. Após a reunião, que contou com a presença da representante da Fundação Margarida Maria Alves, Cândida Magalhães, os moradores fizeram uma apresentação cultural do Côco-Ciranda que recebeu a adesão dos estudantes da escola de ensino fundamental.

Durante a reunião, os moradores revelaram que até o momento só tinham os problemas relacionados às dificuldades para a sobrevivência, além dos problemas de impacto ambiental devido a um projeto de carcinocultura desenvolvido no manguezal. “Agora a situação está se complicando com o uso de drogas pelos jovens da comunidade”, afirmaram as mães e as professoras na reunião. Os moradores não têm como enfrentar os efeitos do crack, droga sintética, que causa a dependência com algumas semanas de uso.