Fundação Margarida Maria Alves completa 15 anos

08.07.2009

Com a colaboração de Inaê Teles

Com um nome já gravado na história da defesa dos Direitos Humanos na Paraíba, a Fundação Margarida Maria Alves chega aos 15 enfrentando desafios, mas também cheia da energia que só as conquistas são capazes de lhe oferecer.

Ao longo desta história, a entidade tem contribuído para a defesa dos Direitos Humanos ao provocar um efeito ousado na Paraíba: tornar acessível o conhecimento do Direito, empoderando lideranças comunitárias e reduzindo o abismo que ainda existe entre a Justiça e povo. Com um trabalho de educação em DH, a entidade fortaleceu associações e outras entidades de representatividade popular, contribuiu na regularização fundiária de comunidades que conviviam com a incerteza de morarem em terrenos ocupados e acompanhou nas cortes internacionais casos de violação em que a resposta da Justiça brasileira não foi satisfatória. Foi assim com a morte da própria Margarida Maria Alves e com Márcia Barbosa. Além disso, a entidade tem contribuído na solidificação da Rede Nacional de Educação Jurídico Popular, que está discutindo a questão do acesso à Justiça nacionamente.

Mas para conhecer esta história é preciso olhar bem para trás. A semente da flor Margarida Maria Alves nasceu em 1994 e atendia por Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese da Paraíba. Tinha a sua frente o Bispo Dom José Maria Pires que foi um dos grandes incentivadores para a autonomia do Centro em relação à Arquidiocese. Em 1994 quando já era um botão de Margarida, o centro conquistou sua independência e passou a se chamar Fundação Margarida Maria Alves, uma homenagem à agricultura que morreu em defesa dos trabalhadores rurais. “Por conta do nome, muitas pessoas ligam as atividades da fundação com as de questões rurais. E na verdade a Fundação sempre trabalhou apenas com questões urbanas”, afirma Marcina Coelho a assistente social da Instituição.

Desde 1992, Marcina é uma das flores desse jardim e, no início fazia a triagem de quem procurava os serviços da Instituição. “As pessoas procuravam a gente para resolver todos os tipos de problemas, parecia um balcão de direito”, lembra.