Reunião Ordinária do Conselho Curador

Em abril, o Conselho Curador da Fundação Margarida Maria Alves realizou reunião ordinária para a apresentação e posse de novas/os conselheiras/os, titulares e suplentes, além da eleição da nova Diretoria Executiva.

Por unanimidade, foram eleitos a advogada Maylla Lacerda para o cargo de diretora-presidenta, representante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia – Núcleo Paraíba (ABJD/PB), e Dimas Gomes como diretor vice-presidente, conselheiro vinculado ao Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente na Paraíba (FEPETI-PB).

A reunião foi encerrada com a definição do calendário anual das assembleias trimestrais da instituição.

Da esquerda para a direita: Alexandre Guedes, Maylla Lacerda, Dimas Gomes e Raquel Alvarenga

Maylla Lacerda destacou seu comprometimento com a nova missão.

“Essa escolha unânime dos nossos nomes representa um processo coletivo de decisão. E a nossa expectativa para esses próximos três anos de gestão é a de dar continuidade a luta de Margarida Maria Alves, Dom José Maria Pires, ao lado do povo e das pessoas que tem interesse na formação política e na defesa dos direitos humanos”, apontou.

Dimas Gomes ressaltou a responsabilidade de seguir com o trabalho realizado pela entidade.

“A gente está iniciando essa nova caminhada, essa nova trajetória aqui na Fundação Margarida Maria Alves, com a responsabilidade de dar continuidade a esse trabalho exitoso que é da Fundação. E a gente acredito que com o apoio de toda equipe técnica e dos conselheiros para que a gente possa realmente fazer uma boa gestão e dar continuidade ao que vem sendo feito pela equipe atual e por essa diretoria que se encerra para que a Fundação se torne cada dia maior, mais forte”, ressaltou.

Ao avaliar sua trajetória à frente da Fundação Margarida Maria Alves como Vice-Presidenta, Raquel Alvarenga destacou os seis anos de atuação marcados por compromisso, responsabilidade e aprendizado coletivo. Segundo ela, a experiência foi pautada por intensas trocas e pelo fortalecimento da missão institucional de defesa dos direitos humanos.

“A grandeza da Fundação no que tange a sua missão – defesa dos direitos humanos – associado ao seu nome “Margarida Maria Alves”, são dimensões imensuráveis. O aprendizado e a partilha estão alicerçados com a confiança e o conhecimento dos/as funcionários/as que cotidianamente, e como projetos de vida, abraçam a defesa dos direitos humanos e a construção de uma nova ordem societária. Esse abraço desagua no agradecimento e na certeza que nossas escolhas caminham juntos nessa grande utopia: uma sociedade justa e igualitária. Como nos anima Eduardo Galeano, a utopia, nos provoca a não desistir de caminhar. Então sigamos caminhando.”, aponta.

O ex-presidente Alexandre Guedes avaliou de forma positiva sua atuação à frente da Fundação, destacando a gestão compartilhada com Raquel Alvarenga. De acordo com ele, o período representou a continuidade de um processo histórico de consolidação institucional, baseado no acúmulo de experiências de gestões anteriores.

Alexandre afirmou que a diretoria atuou no sentido de fortalecer e ampliar conquistas, com foco na articulação em rede, na expansão territorial das ações e na projeção da Fundação em níveis regional, nacional e internacional. Ele também ressaltou o caráter estruturante da gestão, voltado à consolidação de bases institucionais e ao fortalecimento de iniciativas já existentes.

“A avaliação que faço da minha atuação como presidente, agindo sempre em sinergia com nossa vice presidenta Raquel Alvarenga, é profundamente positiva. A gestão que exercemos entre 2020 e 2026 representou apenas mais um elo, somatório e colheita, dentro de uma cadeia de gestões sucessivas, dedicadas e acumulativas, que edificaram a robustez institucional da entidade. Coube-nos, nesse ciclo, honrar e ampliar as conquistas herdadas, promovendo a continuidade, a colheita dos frutos e a ressemeadura do trabalho coletivo realizado em rede.  Nossa atuação se aproximou da de um maestro que, diante de uma orquestra de profissionais altamente capacitados e vocacionados, busca harmonizar talentos, fortalecer vínculos e assegurar a execução plena da missão institucional. Nosso papel foi o de fortalecer pilares já existentes, ampliar horizontes e consolidar bases que permitissem à instituição avançar com segurança, coerência e fidelidade à sua missão histórica.”, ressaltou.

Sobre a nova diretoria eleita, Alexandre manifestou expectativa de continuidade aliada à renovação, com respeito ao legado histórico da instituição.

“Minhas expectativas em relação à nova gestão eleita são de continuidade qualificada, acompanhada de renovação responsável, rejuvenescedora e sensível ao legado construído desde 1994. Confio que a nova gestão saberá preservar a essência da Fundação, a defesa intransigente dos direitos humanos em sua integralidade: econômicos, sociais, culturais e ambientais, ao mesmo tempo em que imprimirá novos ritmos, novas energias e novas perspectivas. A equipe técnica e com a colaboração militante de vários voluntários profundamente comprometidos, demonstra elevado espírito público, coesão e dedicação. Por isso, antevejo que a missão institucional da FDDH-MMA continuará a ser desempenhada com rigor, dignidade e fidelidade aos princípios que orientam sua trajetória”.

A nova Diretoria Executiva terá mandado de três anos, com possibilidade de 01 (uma) renovação.